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| Willian fez o Stamford Bridge pulsar. |
A motivação que o torcedor do Chelsea tinha quando o time entrou em campo na última terça e depois do apito final não foi a mesma. Vamos começar pelo começo, a escalação. Uma hora antes do confronto as escalações saíram, e a surpresa seja ela postiva ou não, foi enorme. Fabregas ao lado de Kante foi surpreendente, ok que Bakayoko e David Luiz (que pode fazer essa posição) estavam machucados, mas Conte não considerava jogar com essa dupla nem contra o Brighton dentro do Stamford Bridge, iria fazer e dar certo contra o Barcelona? Fez e deu muito certo, créditos pro Boss. Além disso, deu um voto de confiança a Rudiger ao deixar o capitão do time, Gary Cahill, no banco de reservas no jogo mais importante da temporada. O ataque foi Hazard de falso 9, com Willian e Pedro pelas pontas.
O Chelsea por jogar em casa, foi pra cima e dominou o começo de jogo. Mas o que mais chamou a atenção, foi a marcação sobre pressão que o Chelsea fez no Barcelona, coisa que nunca aconteceu com tanta intensidade na Era Conte em Londres. Com o passar do tempo o time espanhol começou a colocar sua filosofia em campo, mas pouco criava problemas para Courtois. Não se podia dizer a mesma coisa para Ter Stegen, Hazard em dois chutaços de fora da área quase marcou, mas foi Willian que mais se aproximou de tirar o 0-0 do placar, isso porque o brasileiro acertou as traves do goleiro alemão em dois momentos diferentes. O Chelsea controlava o Barcelona em todas as posições do campo, Pedro e Willian fechavam os caminhos de Sergi Roberto e Jordi Alba pelas pontas. Suarez foi engolido no primeiro tempo pela zaga do Chelsea, pouco viu a bola. Messi e Iniesta até tentavam jogar entre as linhas do Chelsea, mas Fabregas, Christensen e Kante não deixavam o argentino respirar com a bola no pé, já o espanhol pouco conseguia se criar pra cima de Moses e Azpilicueta. No ataque, Willian era o diferencial do Chelsea, partia pra cima, chutava, colocava a bola onde queria, Hazard fez o mesmo, mas com pouco menos de destaque. Pedro até ajudou muito na marcação, mas continua sendo e elo mais fraco do time ofensivamente. Num primeiro tempo em que o Chelsea fez um dos melhores primeiros 45 minutos da temporada, o 0-0 foi por pura culpa do destino.
O Chelsea continuou fazendo a mesma estratégia da primeira etapa, marcando alto e dando pouco espaços para os jogadores do Barcelona. Em uma jogada trabalhada após um escanteio, Hazard tocou para Willian sozinho na entrada da área, o brasileiro deu um leve corte em Busquets e finalizou no cantinho, Ter Stegen foi apenas mais um espectador do belo gol do brasileiro. O resultado era surpreendente pelo favoritismo do Barcelona, mas não pela atuação das duas equipes. A partir dai, o time catalão até tentou pressionar, principalmente com a melhora de Iniesta e Suarez, mas o jogo parecia que iria encaminhar-se para uma vitória simples, mas convincente do Chelsea. Mas ai ocorreu o erro que pode ter decidido a não classificação do Chelsea. Christensen que já tinha tentado um virada de bola na frente da área e deu errado, fez novamente, e dessa vez pagou caro demais pela falta de experiência. Não por nunca ter jogado um jogo desse tamanho, até porque já enfrentou o mesmo Barcelona, mas por insistir numa saída de bola que já tinha dado problema na primeira etapa. O Chelsea até tentou buscar o segundo gol, mas o baque que foi tomar um gol inesperado ou então abrir espaços pros contra-ataques do Barcelona fez o time não tentar correr muitos riscos.
Apesar do erro, Christensen não pode ser 'crucificado', craques também erram. O próprio John Terry já nos deixou na mão contra o mesmo Barcelona lá no Camp Nou, ao dá uma joelhada sem explicação alguma e nos deixar com 10, graças a Ramires, Cech e cia, isso pouco fez diferença. Então o erro do dinamarquês não pode apagar a grande temporada que o jovem de apenas 21 anos vem fazendo em seu primeiro ano como profissional no Chelsea, já que é um titular absoluto. Torcer para o fim dessa eliminatória não fazer o jovem como vilão de uma eliminação, mas sim como mais um herói de uma grande classificação.
Apesar do empate ter sido ruim, ainda mais com a gol sofrido em casa, a atuação foi impressionante, até porque esse mesmo time tomou incríveis 3-0 do Bournemouth em Stamford Bridge e 4-1 do Watford. E vamos fazer uma reflexão, qual foi a última atuação do Chelsea que fez o torcedor se sentir orgulhoso e animado com o que viu? Tem tempo, diria o 2-1 no Atlético de Madrid na Espanha. Tanto no dia 27 setembro quanto na última terça, o Chelsea não se intimidou com o grande adversário que tinha, pelo contrário, mostrou o seu valor ao encarar de frente um time que vem em uma temporada melhor e que tem melhores jogadores. O resultado no fim infelizmente é o que importa, mas se jogar no dia 14 igual jogou na terça, é melhor não subestimar a mágia que o tem Chelsea contra o Barcelona, claramente é o time que mais incomoda o time catalão.
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| Um erro não pode apagar a grande temporada de Christensen. |
Domingo tem Manchester United vs Chelsea e é um jogo fundamental pros dois times em busca de uma vaga na próxima Champions League, o time de Manchester é o segundo com 3 pontos a mais que o Chelsea, e uma vitória em Old Trafford é essencial, tanto para empatar de pontos com o rival de domingo, quanto para não ver o Tottenham ultrapassar o Chelsea na tabela. As únicas mudanças que Conte deveria fazer é por Zappacosta no lugar do Moses e Morata no de Pedro, o resto tem que ser o mesmo time, ainda mais após a bela atuação contra o time de Messi.