O Chelsea venceu o Aston Villa fora de casa na sua primeira partida na volta da Premier League. Pulisic e Giroud marcaram os gols do Chelsea no segundo tempo, em uma atuação de grande domínio, mas nem tantas chances criadas.
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| Pulisic e Giroud marcaram os gols da vitória fora de casa. [Imagem do twitter oficial do Chelsea (@ChelseaFC).] |
No primeiro tempo em Villa Park.
Frank Lampard começou com algumas surpresas nos 11 iniciais. Deixou no banco dois dos jogadores que mais jogaram na temporada, Abraham e Zouma. Iniciou com Loftus que não jogava um jogo oficial tinha mais de um ano e Giroud no comando de ataque.
O Chelsea começou tendo a bola e empurrando o Aston Villa para o campo defensivo. O problema é que com o passar do tempo, o time de Lampard não conseguia passar pela defesa bem postada do time adversário. Os Blues jogavam no 4-3-3 e pareciam está meio tortos pra direita, já que a maioria das jogadas eram pelo lado de Azpilicueta e Willian. Dupla essa que teve espaço para atacar, mas pouco aproveitaram.
O ritmo de jogo era mais lento que o normal, muito por causa do tempo sem jogar dos jogadores por causa da pandemia do coronavírus. O Chelsea tocava, tocava e não saia do lugar, o time trocava passes numa lentidão enorme. Faltava um meia criador e o único em campo não vestia a camisa do time de Londres. Kovacic de meia e Loftus-Cheek de winger pareciam fora de posição, aparentavam não saber muito bem o que fazer. O croata não é tão bom ofensivamente para jogar tão a frente e o inglês estava perdido no jogo jogando de ponta, já que ele não dava amplitude pela esquerda e estava afunilando o jogo pelo meio. O camisa 12 estava jogando praticamente na mesma posição de Giroud, e estava ajudando a embolar o time. Não era nem centroavante e nem winger.
A falta de movimentação e de ritmo de Loftus era bem compreensível, já que o meia não jogava um jogo oficial tinha 13 meses. Mas se Lampard usou esse jogo para ver se Loftus poderia ser winger até o final da temporada, o jogador não passou no teste do treinador.
O Chelsea não conseguia entrar na área em boas condições para chutar e também pouco tentava chutes de fora da área, apenas Mount e Kovacic tentaram em todo o primeiro tempo. Muitas poucas tentativas para quem tinha dificuldades de abrir uma defesa bem postada. Os Blues viram Giroud ficar isolado do jogo, nem pivô o centroavante conseguia fazer. O time começou a buscar cruzamentos exagerados pra dentro da área, Azpilicueta e Alonso juntos tentaram 17 cruzamentos e só acertaram 3 em todo o jogo. Nessas várias tentativas, a bola passou algumas vezes na frente do gol, mas nem Giroud e nem Loftus chegaram pra empurrar a bola pro gol.
Com 30 minutos jogados, o Aston Villa começou a se soltar e encontrar espaços na defesa do Chelsea. Tentaram chutes de fora da área e cruzamentos na área de Kepa. Mas até ai, normal, a defesa no geral se comportava bem. Só que no fim do primeiro tempo veio uma bola jogada na área e não precisa ser vidente para saber o que aconteceu.
Analisando o gol sofrido: O gol do Aston Villa foi mais do mesmo que estamos vendo nessa temporada. Douglas Luiz levantou a bola na segunda trave, Mount e Azpilicueta eram os marcadores naquele momento, os dois reagiram atrasados na jogada, mas os dois jogadores do Villa não. Kepa fez boa defesa, mas nossos jogadores ficaram apenas olhando Kortney Hause marcar. Tinha quatro jogadores ao redor de Kepa no rebote, todos eram do time da casa.
E assim como na temporada inteira, o Chelsea arrumou uma forma de perder sem o outro time praticamente nem chegar ao ataque, pelo menos até o fim do primeiro tempo.
Nos 45 minutos finais...
Lampard voltou com o mesmo time e o jogo seguiu o mesmo da primeira etapa. O Chelsea seguiu com o controle da posse de bola e jogando muito pela direita, mas criando quase nada. Com o Aston Villa cada vez mais atrás, o Chelsea sentia a falta de Jorginho? Pode ser, mas principalmente a ausência de um meia armador que não tem no elenco nesta temporada. Ziyech vem ai.
Kante fazia um bom jogo até ali, especialmente na proteção da zaga e nas roubadas de bola. No entanto, estava ficando quase sempre atrás dos jogadores adversários, não dando opção de passe para os dois zagueiros. Christensen e Rudiger estavam dando mais passes longos ou em profundidade que o francês, só que a dificuldade de quebrar linhas não era só de Kante. Kovacic era muito tímido para atacar, pouco fez ofensivamente algo para ser lembrado. Mount sim fazia um bom jogo, participava da troca de passes nos dois lados do campo. O jovem inglês fazia boas ultrapassagens nas costas do lateral adversário para apoiar Azpilicueta e Willian. Lampard mudou o time aos 7 minutos da segunda etapa, com Barkley e Pulisic. Parece que Frank percebeu que Kovacic e Loftus não estavam bem em suas novas funções. Com a entrada do meia inglês e do americano, as coisas melhoraram.
Depois de errar quatro cruzamentos só no segundo tempo, Azpilicueta encontrou Pulisic na segunda trave para empurrar para as redes. Pulisic ainda não tinha feito nenhum impacto no jogo, até porque tinha acabado de entrar, no entanto, ele estava no lugar certo e na hora certa para marcar. Coisa que nem Giroud e nem Loftus conseguiram fazer até ali no jogo. Em seguida, veio o segundo gol do Chelsea. Em troca de passes rápidas, Azpilicueta fora de posição e Mount foram fundamentais. O lateral tocou para trás e Giroud dominou e finalizou com a perna direita para marcar. 2-1 Chelsea. A partir dai o jogo ficou mais disputado, apesar do Chelsea seguir tendo mais a posse de bola e rondando a área do Villa. O time de Frank precisa aprender a matar o jogo quando é o melhor time em campo.
É impressionante como a defesa do Chelsea dá arrepios na torcida, especialmente nas bolas aéreas. Rudiger estava abalando o coração do torcedor mais calmo com aqueles passes para trás. Faltas bobas foram feitas e perdas de posse de bola também. Reece James jogou por cinco minutos e perdeu a bola quatro vezes. Isso diz muito porque Lampard começou com Azpilicueta. O jovem blue parece ainda não está em forma, mas isso não é sua, obviamente.
O Chelsea venceu um jogo importante, foi o primeiro das nove "finais" que o time terá até o final da Premier League para chegar a próxima Champions League. O resultado era o mais importante, a atuação fica em segundo plano neste momento, mas fica de alerta para jogos bem mais complicados que estão por vim.